domingo, 17 de junho de 2018

Há !

Há um aroma que preciso sentir,
que me invada os pulmões,
que relaxe a mente e
desperte o coração.

Há um frescor que desejo encontrar
que me percorra a pele,
que seque o suor
e me faça relaxar.

Há um encontro que sonho alcançar
que tranquilize a alma,
que acalente o coração,
e acolha o cansaço.

Há uma paixão que desejo viver,
que renove a esperança,
que motive o caminhar
e me faça acreditar.






domingo, 15 de abril de 2018

Perdidos no espaço. ( Só no espaço ? )

Foi na década de 60, mais precisamente entre os anos de 65 e 68, que conhecemos a Família Robinson, protagonista da série "Lost in Space", apresentada no Brasil com o título "Perdidos no Espaço". Nela, a família Robinson, impulsionada pelo "boom" do desenvolvimento tecnológico, foi escalada para, viajando na espaçonave Jupiter 2, descobrir novos planetas e então uma nova moradia para os humanos, fugindo de sua caótica sociedade. Após sofrerem um acidente e em consequencia dos danos sofridos, a família Robinson fica sem sistemas de navegação e sem condições de retornar ao planeta Terra e nem mesmo seguir para seu destino original.


Apesar de todos os contratempos tecnológicos a familia Robinson mantinha-se unida, em uma cooperação mútua, uma atitude de colaboração, respeito e união, pra não dizer que era a imagem da familia perfeita, forte, estável, integrada e fiel.
As dificuldades, em todos os episódios, sempre originadas de fora do seio familiar, quando não tecnológicas, eram provocadas pelo vilão da história, o Dr. Zachary Smith e sempre superadas, justamente, através dos valores mantidos pela familia Robinson.

Em 2018, 53 anos depois, estreia na NetFlix o remake da série, que conta a história da mesma família Robinson, na mesma Jupiter 2, e ainda em busca de um novo habitat para os humanos, porém com sutis diferenças.

Na nova série, não apenas a familia Robison mas outras varias famílias dedicam-se ao mesmo propósito, deixando para trás suas vidas no planeta Terra e viajando pelo espaço em busca de um novo lar para os humanos, uma nova sociedade, com novos valores, novos conceitos, novo sentido à vida e às relações. Certamente um contexto, na atual caos da sociedade humana, muito fácil de compreender e que inclusive, desperta o desejo de fazer parte da empreitada.

Mas, há alguns outros detalhes, além do número maior de espaçonaves, que diferem consideravelmente da história original, nos remetendo à um verdadeiro espelho da atual condição da sociedade humana:

A família Robison não é mais tão perfeita, pra não dizer que está profundamente desmantelada. O casal, o prof. John Robinson e sua esposa Maureen estão na verdade separados e ele um militar excessivamente dedicado às atividades profissionais e pai ausente, perdeu o respeito da esposa, que agora, autoritariamente, exige uma diferente hierarquia familiar.

Quanto aos filhos, a Penny ainda um personagem sem relevância. O caçula Will agora substitui a atenção faltante do pai pela presença do robô alienigena conhecido em uma das "quebradas" do espaço. Já a Judy, que realmente se destaca, na série original foi interpretada pela atriz Marta Kristen, e agora pela atriz Taylor Russell, de uma etinia diferente de todo o restante da família, o que revela que na verdade, é filha de um primeiro casamento da matriarca Maureen, acrescentando-se que nunca conheceu o pai biológico.

Em 2018 o robô, antes um valioso aliado, é agora o personagem que tentou dizimar os novos colonos, e com sentimentos de arrependimento, tenta agora proteger o caçula Will Robinson.

Não poderia ser algo mais contemporâneo, não fosse que na versão de 2018, o vilão da história, o Dr. Zachary Smith é na verdade uma mulher, a Dra. Zachary Smith, intrepratada pela atriz Parker Posey. Para concluir o contexto caótico, só falta um afair extra-conjugal entre o prof. John Robinson e a Dra. Smith.


Realmente, tenho medo em imaginar o enredo da mesma série daqui outros 53 anos...

terça-feira, 3 de abril de 2018

Tem dias que já se acorda assim... repleto de informações de tristeza, de dores, de violências e mortes.
Injustiças e mentiras, traições e abusos como diz o popular "é o que tem pra hoje".
Tá confuso, demais, viver neste mundo.
Tão confuso que, de tão frequente, as vezes, até quem tenta se manter distante "disto", se envolve, se perde...
Não entendo mais que sentido há, se é que um dia entendi.
A sensação é que perdeu-se a "mão" e o rumo.
E você se vê preso aqui, sem poder se desligar, sem poder "sair".
Talvez esta seja a maior condenação da vida: ser obrigado a estar aonde já não se vê mais nenhuma possibilidade.
Neste momento, o desejo mais íntimo é de pedir socorro !

Ave Maria da Rua
(Raul Seixas)
No lixo dos quintais
Na mesa do café
No amor dos carnavais
Na mão, no pé, oh
Tu estás, tu estás
No tapa e no perdão
No ódio e na oração
Teu nome é Yemanjah,
E é Virgem Maria
É Glória e é Cecília
Na noite fria
Oh, minha mãe
Minha filha tu és qualquer mulher
Mulher em qualquer dia
Bastou o teu olhar
Pra me calar a voz
De onde está você
Rogai por nós
Minha mãe, minha mãe
Me ensina a segurar a barra de te amar
Não estou cantando só
Cantamos todos nós
Mas cada um nasceu
Com a sua voz,
Pra dizer, pra falar
De forma diferente
O que todo mundo sente
Segure a minha mão
Quando ela fraquejar
E não deixe a solidão me assustar
Minha mãe, nossa mãe
e mata minha fome
Nas letras do teu nome
Minha mãe, nossa mãe
E mata minha fome
Nas letras do teu nome
Minha mãe, nossa mãe
E mata minha fome
Na glória do teu nome.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz Dia Novo !


Quem disse pra você que hoje é 31 de dezembro ?

Quem disse pra você que hoje é o último dia do ano ?

Quem ?

Aquele que pegou um pedaço qualquer de tempo, dividiu em meses, semanas e dias, e depois colocou neles nomes e números ?

Pois é, hoje é um dia e amanhã será outro dia.
Mas, não serão muito diferentes,
porque são dias que você espera que o sol nasça,
que chova ou faça sol você cumpra suas tarefas e realize seus deveres,
tenha seus prazeres e suas diversões,
que você trabalhe,
encontre os seus entes queridos,
volte para sua casa e
tenha seu merecido descanso, enfim...
um dia como qualquer outro dia.

Não, amanhã não será um dia diferente.
Porque pra ser um dia diferente não é o dia que tem que mudar. É você !
Porque o dia não muda.
Ele está aí pra isso, justamente pra isso: para não mudar !
A milhões e milhões de anos o dia é assim:
o sol nasce,
parte da Terra clareia,
as coisas acontecem,
as plantas nascem,
a fotosintese ...,
os animais se alimentam
e você trabalha.

Já pensou se isso deixar de acontecer ?
Não pode !

É, e você ?

Você pode ser diferente ?
Talvez você possa fazer deste dia um dia diferente.
Talvez você possa se olhar e dizer: Eu quero mudar !
E quem é que você pode ser ?
Quem é que você quer ser ?
Melhor em que você pode ser ?

Neste novo dia, Você pode se perguntar:
Talvez, se eu olhar pra vida com mais carinho, meu dia pode ser diferente ?
Talvez, se eu olhar pro meu irmão com mais atenção e perceber que as dificuldades dele, muitas vezes são as mesmas que as minhas e eu não me dou conta que, passamos por situações tão parecidas e que ainda assim, eu não tenho com Ele meu irmão, a mesma complacência e benevolência que eu gostaria que Ele tivesse comigo ?

Pode ser !

Pode ser que você olhe pra vida e diga: Obrigado !

Pode ser que ao acordar e olhar pro céu você diga: "Obrigado por estar vivo e ter mais um dia para aprender sobre mim, para mudar a mim mesmo, tentar melhorar, ser uma pessoa mais perto do humano que todos falam e poucos praticam".

Este é o convite !

Este é o convite de todo dia, e é por isso que o dia não muda e não pode mudar !

Não apenas espere um dia diferente, dê-se um dia diferente.

Seja 31 de dezembro, 2 de janeiro, 25 de fevereiro ou mesmo 15 de outubro. Não importa !!
Seja o dia que for, faça você o seu dia diferente, aí sim você vai ter o seu Novo Dia !

Feliz Dia Novo !

sábado, 30 de setembro de 2017

Versos sem fim

Eu, quase, já entendi...

Que esta é uma dor que não se cura, jamais.

Que talvez um dia amenize ou abrande, mas que cada vez que Eu lembre de nossas conversas, e dos telefonemas nervosa, preocupada e chorosa, que conversavamos muito até que quando já se sentia melhor, mais calma, Ela seguia seu dia. Em cada lembrança assim, esta dor vai estar de volta como agora.

Que cada vez que eu olhar pro maior de seus frutos e lembrar de sua auto-confiança, de sua vitoriosa fé, força e determinação, ainda que contrárias à opinião e entendimento de todos, neste instante a dor vai cortar o coração, violentamente, como agora.

Que cada vez que eu lembrar da sua simplicidade, do jeito humilde, carinhoso e único de tratar seu semelhante, da coragem e determinação ao encarar a vida, cada vez assim, esta falta de agora, vai novamente apertar meu coração.

Que cada vez que eu me sinta triste e não encontre aquela brincadeira engraçada, aquela piada contada, que me fazia rir e melhorar o humor, cada vez assim, a dor e a saudade vão gritar forte, pela falta que não entendo, pela ausência que não pedi e pela distância que não sei encurtar.

Que cada vez que a falta daquele abraço se fizer presente eu saberei da bênção e felicidade de tê-la recebido em minha vida, como minha amiga e irmã.

Só há uma coisa que não entendo:  Quem autorizou esta dor que invade sem permissão, que mutila sem dó, que violenta sem remorsos.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Sobre a transformação...

Hoje me sinto assim,
fortalecido pela compreensão que alcancei,
pelos caminhos que tomei e me conheci melhor,
pelas escolhas que fiz e descobri minha dor.

Hoje me sinto mais livre.
Removendo um pouco das responsabilidades que me pesaram tanto tempo,
esclarecendo circunstâncias que tratei-as como um peso,
hoje começo a sentir como é me cuidar.

Hoje redescobri coisas simples.
Me senti bem ao olhar para mim mesmo,
senti a satisfação de ler o meu livro
e compreender a rotina que construi para mim.

Hoje me senti desacelerado, calmo.
Relaxado, respirando meu próprio ar,
ouvi música, senti vontade de dançar
e deixei as ondas em mim conduzir meus passos.

Hoje visitei minha própria história, esquecida.
Olhei para as ruas que passei e retornei,
compreendi que naveguei,
e despertei com as emoções esquecidas.

Hoje não sinto medo.
Mas, que algo mudou e que me liberta,
a calma, como não sentia,
e o cativeiro não está mais em mim.

Hoje sinto falta,
de ter me negado o conforto,
de ter me negado o abraço.

Hoje não me canso,
descubro outro caminho,
com novos passos em uma nova direção.

Hoje me sinto em paz.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Sobre fragilidade...

Hoje me sinto assim...
Fragilizado pelas escolhas que fiz,
pelos caminhos que tomei sem pensar,
pelas escolhas que deixei que fizessem por mim.

Hoje me sinto preso.
Sobrecarregado de responsabilidades que não são sobre mim,
e circunstâncias que se tornaram um peso,
e de mim mesmo descuido.

Hoje sinto falta de coisas simples.
Falta de estar sozinho,
de ler um livro quando tiver vontade,
de uma rotina que eu sinta minha.

Hoje sinto falta de desacelerar.
Falta de respirar a poesia do ar,
de ouvir a dança das ondas no mar,
de sentir a brisa da praia.

Hoje sinto falta de visitar histórias.
Falta de passear por ruas sem destino,
de simplesmente navegar,
de sentir as emoções que me despertam.

Hoje sinto medo.
Medo do que me aprisiona,
da ansiedade que me desespera,
do cativeiro que se releva.

Hoje sinto falta,
do conforto que me acolhe,
do abraço que me alimenta.

Hoje sinto cansaço,
de caminhar por caminhos que nada me acrescentam,
de insistir em passos que me afastam de mim mesmo.


Hoje me sinto frágil.